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Cultura

Cendrev estreia peça sobre condição do ator

2016-04-21 10:49:56

A condição do ator e a sua posição na sociedade é a temática central da nova peça do Centro Dramático de Évora (Cendrev), intitulada “Ñaque, ou Sobre Piolhos e Atores”, que estreia esta quinta-feira.





A produção, que vai ficar em cena no Teatro Garcia de Resende até 01 de maio, é da autoria de José Sanchis Sinisterra, com interpretação e encenação de José Russo e Jorge Baião, explicou hoje a companhia teatral alentejana.

Segundo o Cendrev, “Ñaque foi escrito em 1980”, quando “Espanha se encontrava num processo político que ficou conhecido como ‘La transición’, que conduziu o país da ditadura franquista ao sistema democrático”.

“Ñaque o de piojos y atores", a versão americana de José Sanchis Sinisterra, é uma obra “divertida que gira em torno da temática da condição do ator, da sua posição na sociedade” e que se desenvolve “numa relação que este vai construindo com o público”, pode ler-se no comunicado da companhia.

Ao longo dos 65 minutos da peça, acrescentou, “o público interrelaciona-se com os atores” e “forma parte do espetáculo, a parte primordial para que existam as representações teatrais”.

“O público que, desde o seu lugar, escuta e espera divertir-se com a representação”, frisou o Cendrev.

A peça dá a conhecer ao público “Rios” e “Solano”, personagens que, “arrastando uma velha arca que guarda todo o aparato teatral”, chegam ao “aqui” e “agora” da representação, “procedentes de um longo vagabundear através do espaço e do tempo”.

Ambos vão “apresentar perante o público um tosco espetáculo, mas o cansaço, as dúvidas e os temores atrasam, interrompem uma e outra vez a atuação”, resumiu o Cendrev.

Um “diálogo deliberado”, continuou, “que os aparenta a Vladimiro e Estragón, os ambíguos ‘clowns’ [palhaços] de Samuel Beckett”.

Nesta nova produção, com tradução de José Carlos González, a cenografia e guarda-roupa são da autoria de Helena Calvet, o desenho musical é de Domingos Galésio e António Rebocho é o responsável pela iluminação, enquanto a construção esteve a cargo de Tomé Baixinho e Paulo Carocho.

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